Saiba como transportar sua bicicleta sem infringir as normas de trânsito

Todos nós possuímos um hobby, praticamos algum esporte – seja de forma competitiva ou meramente pra cuidar da saúde e descontrair. Entre as opções … andar de bicicleta, dar uma volta de bike, praticar ciclismo, competir no Duathlon, ter um dia de pedal… enfim o forma de falar , gíria ou vocabulário não importam, mas todos envolvem normalmente a necessidade de transportar a bicicleta/bike pro local onde vai usar/curtir/competir/treinar …

Mas para que isso não vire dor de cabeça e também reflita no bolso, por cometer uma infração de trânsito ao transportá-la, é bom que você saiba a forma correta de carregar ela junto com você.

O método mais comum de vermos as bicicletas serem transportadas nos veículos são os racks na traseira do carro ou então na parte superior do veículo.  Porém entre estes dois, o primeiro vinha trazendo questionamentos e dúvida na aplicação e interpretação da norma de trânsito.

bike-tras

A regulamentação falava em transporte externo que não prejudicasse a visibilidade das sinaleiras e placa do veículo. No entanto o critério de julgamento (do que era ou não considerado prejudicar a visibilidade) era muito subjetivo e deixava margens para a má aplicação da norma ou para discussões e recursos de multas aplicadas.

Diante disto, o CONTRAM publicou RESOLUÇÃO 589/16, que regulamenta de forma mais clara e objetiva, sanado essa controvérsia e subjetividade da Resolução de 2015.

                                “Art. 1º O art. 4, da Resolução CONTRAN nº 349, de 17 de maio de 2007, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 4° Nos casos em que o transporte eventual de carga ou de bicicleta resultar no encobrimento, total ou parcial, quer seja da sinalização traseira do veículo, quer seja de sua placa traseira, será obrigatório o uso de régua de sinalização e, respectivamente, de segunda placa traseira de identificação fixada àquela régua ou à estrutura do veículo, conforme figura constante do anexo II desta Resolução.

  • 1° Régua de sinalização é o acessório com características físicas e de forma semelhante a um para-choque traseiro, devendo ter no mínimo um metro de largura e no máximo a largura do veículo, excluídos os retrovisores, e possuir sistema de sinalização paralelo, energizado e semelhante em conteúdo, quantidade, finalidade e funcionamento ao do veículo em que for instalado.
  • 2° A régua de sinalização deverá ter sua superfície coberta com faixas refletivas oblíquas, com uma inclinação de 45 graus em relação ao plano horizontal e 50,0 +/- 5,0 mm de largura, nas cores branca e vermelha refletiva, idênticas às dispostas nos para-choques traseiros dos veículos de carga;
  • 3° A fixação da régua de sinalização deve ser feita no veículo, de forma apropriada e segura, por meio de braçadeiras, engates, encaixes e/ou parafusos, podendo ainda ser utilizada a estrutura de transporte de carga ou seu suporte.
  • 4° A segunda placa de identificação será lacrada no centro da régua de sinalização ou na parte estrutural do veículo em que estiver instalada (parachoque ou carroceria), devendo ser aposta em local visível na parte direita da traseira. §5° Fica dispensado da utilização de régua de sinalização o veículo que possuir extensor de caçamba, no qual deve ser lacrada a segunda placa traseira. §6° Extensor de caçamba é o acessório que permite a circulação do veículo com a tampa do compartimento de carga aberta, de forma a impedir a queda da carga na via, sem comprometer a sinalização traseira.”

 A resolução acima criou uma alternativa/solução para que o transporte se dê na parte traseira, sem prejudicar a segurança do trânsito por questões de obstrução da sinalização do veiculo que indica frenagem ou manobra à direita ou à esquerda, além da sinalização do veículo que trafega à noite e em dias de pouca visibilidade.

Destaca-se que para a fixação da segunda placa no veículo – na régua prevista na resolução do Contram, é necessário vistoria do veículo com o acessório junto ao DETRAN para então obter a autorização de inclusão da segunda placa.bike-cima

Porém cabe alertar que o acessório estará vinculado sempre ao mesmo veículo, não sendo possível usá-lo em outro automóvel, tendo em vista que não possui placa própria como os reboques.

Mas se ainda resta alguma dúvida, o mais indicado e sem qualquer questionamento, é o rack que se fixa na parte superior do veículo.

 

 

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s